Milho faz a alegria de 50 mil hoje em Jaci |
“Os grãos estão todos juntos, um ao lado do outro, recobertos pela palha, que simboliza para mim a proteção divina” |
Milho faz a alegria de 50 mil hoje em Jaci
Jaci, 8 de março de 2009
Edvaldo Santos |
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‘Parque do Milho’ chega a reunir 10 vezes mais a população de Jaci |
LUCAS LOURENÇO
Por causa da festa, Jaci recebe 10 vezes mais pessoas que o número normal de habitantes. Famílias inteiras e excursões vão à cidade para provar os salgados e doces que levam milho em todas as receitas, sob custo médio de R$ 2. Almoços completos saem por R$ 8. Tais delícias, porém, não chegam a ser provadas por aqueles que trabalham no dia do evento. Não sobra tempo. “Eu só como depois que o dia termina. Entramos na cozinha à meia-noite de hoje e saímos só depois das 18 horas”, contou o frei. Tanto trabalho não é visto como um empecilho pelos cerca de 1,5 mil voluntários. “Para mim é muito gratificante. Minha família toda vem ajudar”, diz Iraides Martinelli Santos, 50, que participa da festa há 10 anos é considerada a mais ágil em separar os grãos do sabugo do milho. O segredo é o instrumento de trabalho. “Esses dias me disseram que eu tenho mais ciúme da minha faca que do meu marido.”
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Elizabeth renasceu no lar de Jaci Elizabeth de Oliveira, 49 anos, é coordenadora de uma das unidades de reabilitação da Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus. Na Festa do Milho, ela trabalha como voluntária na padaria. “Amo o que faço. Não troco por nada”, afirmou. Oito anos atrás, a situação de Elizabeth era outra. Ela chegou ao Lar vinda de São Paulo para se livrar do alcoolismo. “Passei nove meses e 18 dias internada. Descobri quem realmente sou aqui. Hoje em dia, não comemoro meu aniversário e sim a data de meu renascimento, 15 de fevereiro, dia em que fui internada”. Ela abandonou o emprego de gerente e estilista de uma loja de vestidos de noiva na capital paulista e hoje é um dos cinco mil habitantes da pacata Jaci. “O que eu ganhava num sábado de trabalho em São Paulo eu não ganho em um mês aqui. Mas não troco de jeito nenhum”. Elizabeth saiu da internação e menos de um mês depois começou a trabalhar no Lar. Para ela, o lema do local é uma lição de vida. “Encontrei aqui o abraço ao leproso. O vício, a droga, são a lepra dos dias atuais. Só tenho a agradecer a Deus por ter me mostrado o caminho.” Evangelização Além de oferecer mais de 30 pratos desenvolvidos a partir do milho, a festa em Jaci também abre espaço para a evangelização. “O visitante pode encontrar no espaço do evento um lugar para aumentar sua espiritualidade”, afirmou o frei Joel Souza, que há 10 anos trabalha no evento. Em cada um dos dois domingos de festejos, quatro missas são rezadas - às 6h30, 11h, 13h e 15h - na capela São Francisco de Assis. Além disso, três padres fazem confissões e uma equipe da Pastoral da Escuta está presente. “Quem quiser desabafar, receber conselhos e orientações pode nos procurar”, contou o frei Paulo Batista. |
Fonte: Diário Web - http://www.diarioweb.com.br/noticias/corpo_noticia.asp?IdCategoria=62&IdNoticia=119325 |
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