Artigo Professor Falcão |
"O que um aquário tem a nos ensinar?" |
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Certo dia observando um pequeno aquário que tenho em casa, estou eu lá contemplando a beleza dos peixes ornamentais, com suas mais variadas tonalidades de cores, eles me olham e chegam até me enfeitiçar com seu lindo nado e sua exuberante beleza, mas para meu espanto estou com os olhos fixos num cascudo no fundo de aquário, imóvel, feio que dói, um peixe rude, áspero, sem nenhuma beleza que possa me encantar, mas não sei o porquê eu estou lhe admirando.
Todos nós sabemos qual é a finalidade de se colocar um cascudo no aquário, o pobre coitado tem a difícil missão de limpar o quê os lindos peixes sujam, além de não deixar que o lodo tome conta do ambiente. Confesso que nunca havia olhado para o cascudo como naquele dia, sempre passou despercebido aos meus olhos, imagine você que eu nunca havia valorizado sua nobre missão de limpar as impurezas que os outros lançam.
Penso que no nosso mundo, onde valoriza-se muito o externo, as aparências, a beleza que faz mal, o feitiço fácil, faltam pessoas “cascudos”, pessoas que deixem nosso ambiente mais puro e limpo materialmente e o nosso meio ambiente agradece, mas deixa nossa sociedade mais limpa espiritualmente, pessoas que vão limpando as invejas, os ódios, as vinganças, o mal causado aos outros, o alcoolismo, as drogas, a violência , as separações dos casais, ao adultério. Quantos de nós não temos lançado dejetos na vida dos outros, e também na nossa vida, invadimos a vida dos outros sem pedir permissão, e abrimos as portas também para que as pessoas depositem em nós , óvulos da maldade, e esses óvulos quando eclodirem no “aquário”, vocês não tem a idéia dessa contaminação, torna-se um ambiente sujo, solitário, onde o egoísmo e o pecado vão se disseminando sem controle algum.
Quantas pessoas são como esses lindos peixes dos aquários, nadam de um lado para outro, sem direção, perdidas nas suas próprias vaidades, e vão deixando o relativismo tomar conta de seus corações, esse que tem causado tanto mal a nossa Igreja, onde tudo pode, tudo é permitido, tudo depende do ponto da relatividade, e onde impera o relativismo o “lodo” vai tirando nossa visão desse lindo “aquário”, que numa linda metáfora aqui vou chamar de vida. Jesus via além das aparências, Jesus sabia que junto às rosas vem o espinho, mas não desistia de cuidar desse jardim. O relativismo vai contra a Palavra de Deus, que é absoluta, não existe meio termo, a palavra de Deus muitas vezes fere, mas muitas vezes a sangria se faz necessária.
Sem o cascudo o lodo toma conta do aquário, passado algum tempo, não conseguimos nem nos ver, nem ser visto por ninguém, as máscaras se tornam insuportáveis, pois depois de algum tempo, acabam tomando o formato do nosso rosto, e chega um certo momento em que nós não sabemos mais quem somos, perdemos nosso essência.
Jesus olhava além dessa beleza exterior encantadora, Jesus queria saber da missão, de tornar esse mundo mais limpo, justo e igualitário.
Observe que o cascudo se fixa a um local, enquanto a missão não termina ele não sai dali, sabe por onde anda, sabe onde precisa socorrer primeiro, onde o lodo irá aparecer primeiro , é um estrategista, guiado pela solidariedade que brota em seu coração. A grande definição para desequilibro emocional é a pessoa que saiu do eixo, anda para lá para cá e não se encontra, anda com a única finalidade de enfeitiçar, de vender a imagem, até tem presa em suas “nadadeiras”,uma placa dizendo: - Deixe-se enfeitiçar!
Isso nos mostra e deixa claro que pessoas “peixes ornamentais” estão descompromissadas da missão de um “aquário” melhor, enquanto as pessoas que aceitam sua missão de “cascudos”, não desistem da sua árdua tarefa, de termos um mundo melhor. Eles pode até não ser belo aos olhos do mundo, mas é belíssimo aos olhos do Criador.
M A I S A R T I G O S
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